quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PECADO Nº 7: ESPERAR POR UM MOMENTO OPORTUNO PARA REFLECTIR ESTRATEGICAMENTE



Pecado nº 7: Esperar por um momento oportuno para reflectir estrategicamente

Ao longo dos anos, fomo-nos apercebendo do poder deste mito, “o do momento oportuno”, na mente de muito dos Chefes Executivos com quem nos cruzamos.
Basicamente centra-se no pressuposto que algures no futuro, quando se verificar um conjunto mais ou menos idílico de circunstâncias, aí sim, será possível pensarmos estrategicamente e tirarmos realmente todo o proveito de um Processo de Liderança Estratégica.
As razões porque não o podemos fazer hoje são as mais diversas: vamos adquirir e instalar um novo sistema de informação, estamos a entrar num novo mercado; iremos iniciar um processo de reestruturação; estamos a recrutar novos elementos; estamos a arrancar com um processo de certificação; temos a equipa de gestão muito assoberbada, etc.

Naturalmente, hoje emerge uma razão que está presente em todas as conversas: a crise!
Na crise quem tem tempo ou recursos para se dispor a pensar estrategicamente?

No entanto, sendo a estratégia a “ estrutura essencial de decisão que determina a natureza e direcção de uma organização”, não deverá ser ela a primeira fonte dos critérios para: o sistema de informação a adquirir; os mercados a penetrar; a reestruturação; o recrutamento e integração; para as diversas dimensões operacionais da organização, incluindo as que irão ser certificadas, e sobretudo articular a forma mais eficaz de enfrentarmos a crise?
Não será no meio desta crise, que mais precisamos de uma Liderança Estratégica que mobilize os recursos fundamentais da organização para a sua superação?

Na realidade, por detrás deste mito encontra-se a dificuldade de muitos responsáveis organizativos perceberem a pungente necessidade de uma Liderança Estratégica forte, assente uma reflexão estratégica plural e racionalmente construída.
Por isso mesmo, paradoxalmente, quando muitas destas organizações passaram por períodos de prosperidade resistiram igualmente ao pensamento estratégico. Quando os indicadores eram positivos e todos os gráficos estavam em inclinação ascendente, quem é que sentia necessidade de pensar para onde se dirigir?

Bill Gates desmonta de forma clara esta falácia:
“O meu sucesso nos negócios tem resultado, em grande medida, da capacidade de me focar em objectivos de longo-prazo, ignorando distracções de curto-prazo. Assumir uma perspectiva de longo-prazo pode não requerer brilhantismo, mas exige dedicação. Quando o nosso negócio está de boa saúde, é difícil comportarmo-nos como se ele estivesse em crise. É por isso que uma das missões mais difíceis da gestão, especialmente em sectores de alta tecnologia, é reconhecer a necessidade de mudança e fazê-la enquanto ainda se tem essa oportunidade.”

Na nossa opinião, o pensamento estratégico deve causar pró-activamente a organização nas suas mais diversas dimensões e circunstâncias. No entanto, torna-se mais difícil de o fazer nas épocas menos favoráveis, embora na verdade seja ainda mais importante - pois existe uma maior premência para as organizações se repensarem e o espaço para se cometerem erros é menor.

Lição nº 7: Não procrastinar a reflexão estratégica

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