No último post, reflectimos sobre a importância da organização definir o seu léxico fundamental. Na verdade, como vimos, à palavra estratégia parece estar associado "um conceito estabilizado, de sentido consensual e único, de tal modo que, na maior parte das vezes, entende-se ser escusada a sua definição.
Contudo, um pouco de atenção ao sentido em que a palavra é usada permite, desde logo, perceber que não existe qualquer uniformidade, podendo o mesmo termo referir-se a situações muito diversas." (*)
Na altura, alertamos para a importância de responder de forma clara e efectiva, para o futuro da organização, à seguinte pergunta: “Mas afinal, o que é para nós Estratégia?”. Na realidade, sem uma resposta clara, consensual e apreendida pelos elementos críticos da organização, a esta pergunta, tudo o que disser e fizer no âmbito da estratégia vai atravessar um longo deserto de equívocos e mal-entendidos.
Mas tal, é apenas um ponto de partida...
Para garantir o futuro da organização, não basta ter um claro e consensual conceito de estratégia, entre os elementos críticos da organização.
Importa, no nosso ponto de vista, construir liderança estratégica. Mas o que é isso?
A liderança estratégica é a capacidade de mobilizar continuadamente um conjunto de indivíduos e de recursos, para realizar um intento diferenciado, construindo de forma efectiva e deliberada, ao longo do tempo, um posicionamento claramente distintivo, percebido por todos como uma vantagem/supremacia.
Importa, neste momento, distinguir a Liderança Estratégica de um outro conceito que atravessa a temática da Estratégica, mas da qual é profundamente distinto: a Gestão Estratégica.
As palavras aqui importam e não são um acaso.
A gestão tem essencialmente a ver com a adequada afectação de recursos para a produção de um ou mais objectivos, pelo que, a Gestão Estratégica visa a utilização eficiente de recursos para optimizar um determinado contexto competitivo.
Pelo contrário, a Liderança Estratégica visa a eficácia, ou seja, a construção de uma diferenciação estratégica escolhida, num determinado contexto competitivo, com respeito pela eficiência.
Recuperando as palavras de Peter Drucker:
"Gerir é fazer as coisas correctamente. Liderar é fazer as coisas certas."
No plano da estratégia o que é que será mais relevante: fazer o correcto (o eficiente) ou fazer o certo (o eficaz)?
O problema é que o grosso da literatura e das ferramentas utilizadas no âmbito da estratégia (sobretudo em Portugal), provêm de uma escola de pensamento estratégico que enfatiza a Gestão Estratégica. Por exemplo, o Balanced Scorecard é reconhecido, pelos seus autores, como uma ferramenta de gestão estratégica.
Mas importa permanecer na pergunta - porque, quer se queira, quer não, ela vai encontrar a sua resposta Face ao contexto competitivo existente, marcado: pela quebra da procura, aumento da rivalidade e a aceleração do ritmo de mudança, o que vai procurar para a sua organização, em termos estratégicos: fazer o correcto (o eficiente) ou fazer o certo (aquilo que é eficaz para realizar a nossa diferenciação)?
Por outras palavras, gerir estrategicamente ou liderar estrategicamente?
(*) - Retirado de "O CONCEITO DE ESTRATÉGIA" de Isabel Nicolau, INDEG/ISCTE, Setembro de 2001
Contudo, um pouco de atenção ao sentido em que a palavra é usada permite, desde logo, perceber que não existe qualquer uniformidade, podendo o mesmo termo referir-se a situações muito diversas." (*)
Na altura, alertamos para a importância de responder de forma clara e efectiva, para o futuro da organização, à seguinte pergunta: “Mas afinal, o que é para nós Estratégia?”. Na realidade, sem uma resposta clara, consensual e apreendida pelos elementos críticos da organização, a esta pergunta, tudo o que disser e fizer no âmbito da estratégia vai atravessar um longo deserto de equívocos e mal-entendidos.
Mas tal, é apenas um ponto de partida...
Para garantir o futuro da organização, não basta ter um claro e consensual conceito de estratégia, entre os elementos críticos da organização.
Importa, no nosso ponto de vista, construir liderança estratégica. Mas o que é isso?
A liderança estratégica é a capacidade de mobilizar continuadamente um conjunto de indivíduos e de recursos, para realizar um intento diferenciado, construindo de forma efectiva e deliberada, ao longo do tempo, um posicionamento claramente distintivo, percebido por todos como uma vantagem/supremacia.
Importa, neste momento, distinguir a Liderança Estratégica de um outro conceito que atravessa a temática da Estratégica, mas da qual é profundamente distinto: a Gestão Estratégica.
As palavras aqui importam e não são um acaso.
A gestão tem essencialmente a ver com a adequada afectação de recursos para a produção de um ou mais objectivos, pelo que, a Gestão Estratégica visa a utilização eficiente de recursos para optimizar um determinado contexto competitivo.
Pelo contrário, a Liderança Estratégica visa a eficácia, ou seja, a construção de uma diferenciação estratégica escolhida, num determinado contexto competitivo, com respeito pela eficiência.
Recuperando as palavras de Peter Drucker:
"Gerir é fazer as coisas correctamente. Liderar é fazer as coisas certas."
No plano da estratégia o que é que será mais relevante: fazer o correcto (o eficiente) ou fazer o certo (o eficaz)?
O problema é que o grosso da literatura e das ferramentas utilizadas no âmbito da estratégia (sobretudo em Portugal), provêm de uma escola de pensamento estratégico que enfatiza a Gestão Estratégica. Por exemplo, o Balanced Scorecard é reconhecido, pelos seus autores, como uma ferramenta de gestão estratégica.
Mas importa permanecer na pergunta - porque, quer se queira, quer não, ela vai encontrar a sua resposta Face ao contexto competitivo existente, marcado: pela quebra da procura, aumento da rivalidade e a aceleração do ritmo de mudança, o que vai procurar para a sua organização, em termos estratégicos: fazer o correcto (o eficiente) ou fazer o certo (aquilo que é eficaz para realizar a nossa diferenciação)?
Por outras palavras, gerir estrategicamente ou liderar estrategicamente?
(*) - Retirado de "O CONCEITO DE ESTRATÉGIA" de Isabel Nicolau, INDEG/ISCTE, Setembro de 2001

