Continuando a revisitar os dez pecados mortais que uma organização pode cometer, comprometendo a Estratégia Global e eventualmente levando à sua extinção, propostos, em 2004, por Michel Robert.
Pecado nº 6: Definições de missão da empresa sem significado
Nos últimos anos, tem-se verificado um acréscimo significativo no número de empresas que formularam declarações de missão e visão de modo a evidenciar a sua razão de ser.
Curioso é observar que esta necessidade tem surgido muitas vezes por um estímulo externo à empresa: ou a necessidade de criar um sitio na internet; ou por imposição dos processos de certificação da qualidade; etc. Este facto, extremamente interessante, diz-nos muito sobre a forma como as lideranças vêm a estratégia.
A maioria destas tentativas é infrutífera pois não resulta de um processo estruturado que oriente a reflexão.
Consequentemente, o resultado final é, em regra, uma declaração inócua, bem-intencionada, quase “maternal”, com a qual toda a gente concorda, mas inútil, como guia para tomar decisões coerentes ao longo da organização – por outras palavras, completamente ineficaz estrategicamente.
Em muito pouco tempo, como é natural, a declaração é gradualmente posta de lado, não influenciando nem se reflectindo nas decisões que se formulam ao longo da organização.
Pela nossa observação, muitas vezes estas declarações, em vez de constituírem poderosos elementos da afirmação da liderança, funcionam como elementos de descredibilização desta, perante os colaboradores, e da própria empresa face aos clientes.
Lição nº 6: A estratégia articulada, para ser consequente, tem de servir de filtro para as decisões tomadas na organização.
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