Há precisamente 50 anos, que Seymor Tilles, um professor da Harvard Business Scholl, escrevia na revista Harvard Business Review:
“Se perguntar a um jovem o que quer alcançar quando tiver 40 anos, as respostas cairão em duas categorias distintas. Uns – a grande maioria – responderão em termos daquilo que querem ter. Esta resposta é particularmente verdadeira para os estudantes em administração de empresas. Contudo, existem outros que respondem em termos do tipo de pessoa que aspiram a ser. São estes os únicos que têm uma ideia clara acerca do seu caminho.
O mesmo se passa relativamente às empresas. Para demasiadas empresas, o pouco pensamento acerca do futuro liga-se principalmente aos aspectos monetários. Nada há de errado com o planeamento financeiro. Aliás, a maior parte das empresas deveria usá-lo mais.
Porém, há uma falácia básica na confusão entre o planeamento financeiro e o pensamento acerca do tipo de empresa que queremos que a nossa seja.
É como dizer: «Quando tiver 40 anos, vou ser rico.» Deixa demasiadas questões básicas sem resposta: Rico em que sentido? Rico, fazendo o quê?”
50 anos depois, para quem se movimenta e trabalha no mundo dos negócios, sabe que ainda hoje uma parte muito significativa das organizações anda à procura de ter riqueza, sem perceber que esta é um efeito indispensável mas não o fim último de uma organização.
Sem um fim claro, coerente e consistentemente prosseguido toda a liderança é vazia de sentido e de significado.

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