A
importância de uma liderança estratégica honesta nunca foi tão crítica como na
actualidade.
A
liderança estratégica é o elemento fundamental, orientador e mobilizador da
mudança ao longo da organização.
Sejamos
claros: com o acelerar do ritmo de mudança a que as organizações serão
sujeitas, sem uma liderança estratégica inequívoca, aquelas verão o seu futuro
fortemente comprometido.
Os
ataques de 11 de Setembro de 2001 atraíram as atenções das preocupações
políticas e económicas para a vulnerabilidade estratégica. Um clima de profunda
incerteza e rápida mudança evidenciou-se, de forma definitiva, como a regra do
novo século. No entanto, ao contrário dos pessimistas (ou simplicistas) que
fizeram uso desta incerteza como motivo para abandonar o raciocínio estratégico
- ou para defender abordagens ao pensamento estratégico que mais não são do que
negá-lo -, acreditamos que o raciocínio estratégico nunca foi tão importante.
Aqueles
que anunciaram o fim da estratégia, justificavam-no com a natureza da própria
estratégia em face do ritmo e a extensão da mudança. Num clima desses, defendem
o carácter obsoleto do exercício de formulação de uma estratégia empresarial,
classificando-o inclusivamente de irrelevante.
Do
nosso ponto de vista, muito pelo contrário: hoje, mais do que nunca, as
empresas que não possuam uma liderança estratégia coerente - fundada numa
estratégia realista, formulada com base num raciocínio estratégico sincero,
rigorosamente implementada, monitorizada e revista -, encontram-se numa
situação de grande vulnerabilidade.
Mas
há que salientar que o contexto de mudança acentuada que se vive, implica uma
alteração no foco da liderança estratégica: esta deve assentar, não num
planeamento estratégico exaustivo, mas sim no raciocínio estratégico.
Simultaneamente,
constata-se a necessidade de evoluir do “endeusamento” do papel dos líderes,
para a construção de uma liderança estratégica, como competência organizativa
codificada, deliberadamente construída e prosseguida pelas equipas de gestão.
O
líder deve continuar a ser o CEO, e não deve deixar de assumir o seu papel, mas
importa integrar, envolver e responsabilizar os elementos da equipa de gestão
na formulação, implementação e execução estratégica. No entanto, tal implica
garantir a literacia estratégica da sua equipa de gestão e servir-se de um
processo robusto, que lhe assegure a constância estratégica – daí o papel
essencial do raciocínio estratégico.
A
constância de propósito é, aliás, um das características essenciais da
liderança estratégica.

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