quinta-feira, 11 de abril de 2013

O PAPEL ESSENCIAL DA LIDERANÇA ESTRATÉGICA


A importância de uma liderança estratégica honesta nunca foi tão crítica como na actualidade.
A liderança estratégica é o elemento fundamental, orientador e mobilizador da mudança ao longo da organização.

Sejamos claros: com o acelerar do ritmo de mudança a que as organizações serão sujeitas, sem uma liderança estratégica inequívoca, aquelas verão o seu futuro fortemente comprometido.

Os ataques de 11 de Setembro de 2001 atraíram as atenções das preocupações políticas e económicas para a vulnerabilidade estratégica. Um clima de profunda incerteza e rápida mudança evidenciou-se, de forma definitiva, como a regra do novo século. No entanto, ao contrário dos pessimistas (ou simplicistas) que fizeram uso desta incerteza como motivo para abandonar o raciocínio estratégico - ou para defender abordagens ao pensamento estratégico que mais não são do que negá-lo -, acreditamos que o raciocínio estratégico nunca foi tão importante.

Aqueles que anunciaram o fim da estratégia, justificavam-no com a natureza da própria estratégia em face do ritmo e a extensão da mudança. Num clima desses, defendem o carácter obsoleto do exercício de formulação de uma estratégia empresarial, classificando-o inclusivamente de irrelevante.

Do nosso ponto de vista, muito pelo contrário: hoje, mais do que nunca, as empresas que não possuam uma liderança estratégia coerente - fundada numa estratégia realista, formulada com base num raciocínio estratégico sincero, rigorosamente implementada, monitorizada e revista -, encontram-se numa situação de grande vulnerabilidade.

Mas há que salientar que o contexto de mudança acentuada que se vive, implica uma alteração no foco da liderança estratégica: esta deve assentar, não num planeamento estratégico exaustivo, mas sim no raciocínio estratégico.

Simultaneamente, constata-se a necessidade de evoluir do “endeusamento” do papel dos líderes, para a construção de uma liderança estratégica, como competência organizativa codificada, deliberadamente construída e prosseguida pelas equipas de gestão.

O líder deve continuar a ser o CEO, e não deve deixar de assumir o seu papel, mas importa integrar, envolver e responsabilizar os elementos da equipa de gestão na formulação, implementação e execução estratégica. No entanto, tal implica garantir a literacia estratégica da sua equipa de gestão e servir-se de um processo robusto, que lhe assegure a constância estratégica – daí o papel essencial do raciocínio estratégico.

A constância de propósito é, aliás, um das características essenciais da liderança estratégica.

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