quinta-feira, 1 de março de 2012

EXPORTAR A TODO VAPOR II



Na verdade, muito mais do que reagir a este grito de guerra dos nosso políticos para “EXPORTAR A TODO O VAPOR”, as empresas, perante a inevitabilidade da globalização, precisam de se pensar como organizações a competir globalmente, pelo que se torna imperativo preparar a sua internacionalização - que é muito mais do que exportar.

No entanto, a internacionalização por precisar de uma resposta ordenada, sistematizada e transversal da organização, deve ser suportada por um processo que esteja articulado coerentemente com a estratégia global da organização.

Esse processo deverá, antes de mais, propor uma sequência de trabalho que permita à própria equipa de gestão clarificar as dimensões críticas fundamentais a apreciar, para iniciar um processo de internacionalização, avaliando o potencial da oportunidade e determinando os riscos que lhe estão associados (bem como as medidas mais adequadas para lidar com esses risco). Numa segunda fase, permitir estabelecer, implementar e executar um plano transversal de internacionalização e, por fim, monitorizar e corrigir a execução desse plano de internacionalização.

A Leading Change, junto com o Dr. Adelino Cunha, do I Have the Power (www.ihavethepower.net) e o Dr. Vitor Pinheiro, especialista em International Business Development e professor convidado da Universidade Fernando Pessoa em Internacionalização, tem vindo a reflectir sobre as dimensões essenciais que um processo de internacionalização deve integrar para preparar de forma efectiva uma organização.

Deste trabalho conjunto, foi-se tornando claro um articulado de dimensões, aqui referidas de uma forma muito sucinta, que a organização deve trabalhar e preparar:
  • permitir evidenciar os ganhos, sinergias e riscos estratégicos de um dado mercado;
  • levar a organização a conhecer de forma efectiva o mercado de internacionalização e a modelar a proposta de valor adequada para esse mercado;
  • conhecer a concorrência com que se irá enfrentar e estabelecer as medidas pertinentes para lidar com esse contexto de concorrência;
  • estabelecer de forma cuidada o modelo de negócio adequado, nesse mercado de internacionalização, e levantar os riscos que lhe estão associados e as medidas preventivas e de protecção pertinentes;
  • estabelecer um programa de marketing articulado que explore e potencie a penetração nesse novo mercado;
  • estabelecer um programa comercial que clarifique a equipa comercial, os resultados que deverá produzir, um programa de treino e de desenvolvimento desses profissionais, bem como, o crítico modelo de supervisão;
  • identificar os recursos necessários e a forma apropriada de os obter, dando particular ênfase ao necessário desenvolvimentos dos recurso humanos;
  • articular uma plano, elaborado consensualmente pela equipa de gestão, que integre todo o tipo de iniciativas que: exponenciam a oportunidade de internacionalização; minimizam o seu risco de insucesso e/ou os riscos que a própria organização incorre na prossecução desse novo mercado;
  • clarificar os sistemas de recolha permanente de informação, monitorização e auditoria de mercados, que permita conhecer o desempenho efectivo e corrigir todas as dimensões que necessitem de ser melhoradas;
  • agregar toda a informação gerada num Business Plan que estabeleça claramente objectivos e responsabilidades e possibilite a integração com os outros instrumentos da organização.
O objectivo final é que a aplicação deste processo gere um plano de acção, fortemente consistente, coerente e articulado para internacionalização da empresa para um, ou mais, mercados concretos.

A apropriação pela organização de um processo com estas características, suportadas por um exercício atento e consistente de melhoria contínua, permitir-lhe-á, a prazo, endogeneizar competências críticas necessárias para lidar eficazmente com a internacionalização.

Algo tão necessário num contexto marcado por uma tão intensa globalização.

1 comentário:

Anónimo disse...

Caso o plano de acção inclua necessidades de investimento, a Empresa poderá beneficiar de apoios financeiros no âmbito do QREN. A este respeito foram publicados concursos para apresentação de candidaturas, que vigorarão até meados de Abril de 2012.