Na verdade, muito mais do que reagir a este grito
de guerra dos nosso políticos para “EXPORTAR A TODO O VAPOR”, as empresas, perante a inevitabilidade
da globalização, precisam de se pensar como organizações a competir globalmente,
pelo que se torna imperativo preparar a sua internacionalização - que é muito mais do
que exportar.
No entanto, a internacionalização por precisar de
uma resposta ordenada, sistematizada e transversal da organização, deve ser
suportada por um processo que esteja articulado coerentemente com a estratégia
global da organização.
Esse processo deverá, antes de mais, propor uma
sequência de trabalho que permita à própria equipa de gestão clarificar as
dimensões críticas fundamentais a apreciar, para iniciar um processo de
internacionalização, avaliando o potencial da oportunidade e determinando os
riscos que lhe estão associados (bem como as medidas mais adequadas para lidar
com esses risco). Numa segunda fase, permitir estabelecer, implementar e
executar um plano transversal de internacionalização e, por fim, monitorizar e
corrigir a execução desse plano de internacionalização.
A Leading Change, junto com o Dr. Adelino Cunha, do I
Have the Power (www.ihavethepower.net) e o Dr. Vitor Pinheiro, especialista em International Business Development e
professor convidado da Universidade Fernando Pessoa em Internacionalização, tem vindo a reflectir sobre as
dimensões essenciais que um processo de internacionalização deve integrar para
preparar de forma efectiva uma organização.
Deste trabalho conjunto, foi-se tornando claro um articulado de dimensões, aqui referidas de uma forma muito sucinta, que a organização deve trabalhar e preparar:
- permitir evidenciar os ganhos, sinergias e riscos estratégicos de um dado mercado;
- levar a organização a conhecer de forma efectiva o mercado de internacionalização e a modelar a proposta de valor adequada para esse mercado;
- conhecer a concorrência com que se irá enfrentar e estabelecer as medidas pertinentes para lidar com esse contexto de concorrência;
- estabelecer de forma cuidada o modelo de negócio adequado, nesse mercado de internacionalização, e levantar os riscos que lhe estão associados e as medidas preventivas e de protecção pertinentes;
- estabelecer um programa de marketing articulado que explore e potencie a penetração nesse novo mercado;
- estabelecer um programa comercial que clarifique a equipa comercial, os resultados que deverá produzir, um programa de treino e de desenvolvimento desses profissionais, bem como, o crítico modelo de supervisão;
- identificar os recursos necessários e a forma apropriada de os obter, dando particular ênfase ao necessário desenvolvimentos dos recurso humanos;
- articular uma plano, elaborado consensualmente pela equipa de gestão, que integre todo o tipo de iniciativas que: exponenciam a oportunidade de internacionalização; minimizam o seu risco de insucesso e/ou os riscos que a própria organização incorre na prossecução desse novo mercado;
- clarificar os sistemas de recolha permanente de informação, monitorização e auditoria de mercados, que permita conhecer o desempenho efectivo e corrigir todas as dimensões que necessitem de ser melhoradas;
- agregar toda a informação gerada num Business Plan que estabeleça claramente objectivos e responsabilidades e possibilite a integração com os outros instrumentos da organização.
A apropriação pela organização de um processo com
estas características, suportadas por um exercício atento e consistente de
melhoria contínua, permitir-lhe-á, a prazo, endogeneizar competências críticas
necessárias para lidar eficazmente com a internacionalização.
Algo tão necessário num contexto marcado por uma
tão intensa globalização.

1 comentário:
Caso o plano de acção inclua necessidades de investimento, a Empresa poderá beneficiar de apoios financeiros no âmbito do QREN. A este respeito foram publicados concursos para apresentação de candidaturas, que vigorarão até meados de Abril de 2012.
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