LIDERAR A MUDANÇA, indo para além
dos chavões que habitam o mundo da gestão, implica necessariamente construir de
forma deliberada uma competência organizativa que deve estar codificada e medida (sempre que possível), para que a organização conheça a sua capacidade de
controlar/influenciar a mudança no seu contexto competitivo.
Trata-se de um desafio exigente,
mas extremamente aliciante, que deve envolver os elementos críticos da
organização e imperativamente tem de levá-los de forma gradual para um outro nível
de compreensão da organização e do contexto competitivo. Na verdade, é impossível
LIDERAR A MUDANÇA enquanto a Chefia Executiva e a sua equipa de gestão
continuarem imersos numa leitura meramente operativa do negócio – não obstante,
o carácter impressivo dos Score Card e de outros documento de natureza
económica e financeira que possam ser utilizados.
É urgente reflectir! É urgente ganhar tempo, ao
tempo, para poder reflectir!
E é tanto mais urgente quanto maior é a velocidade
da mudança, para que a decisão e a acção subsequente, a explorem da forma mais
eficaz.
Hoje, vejo demasiado Chefes Executivos a lutar pela
sobrevivência das suas organizações.
Uma luta marcada frequentemente pelos imperativos
de tesouraria e, a maior parte das vezes, uma luta travada solitariamente.
No entanto, é imperativo ganhar espaço à luta, para
poder respirar, pois importa reflectir.
A complexidade e a extensão da mudança (que se
concretiza na luta experimentada) são, no entanto, cada vez maiores. Desta
forma, importa encontrar uma resposta de equipa de gestão, onde os diferentes conhecimentos
e sensibilidades se confrontam e (quando metodologicamente orientados, de forma
adequada) encontram juntos as soluções que melhor exploram a mudança
experimentada.
Ganha-se equipa. Ganha-se tempo. Ganha-se uma maior
clareza e discernimento e fundam-se algumas das condições críticas à LIDERANÇA
DA MUDANÇA.

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